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Economia Auxílio Emergencial

Bolsonaro diz que espera definir até sexta-feira valor para renovação do auxílio emergencial.

“Papel demais no mercado pode levar à inflação, maior mal que pode existir”, disse Bolsonaro.

26/08/2020 07h39
Por: Redação
Foto - Rede Sociais
Foto - Rede Sociais

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que espera ter uma definição até sexta-feira sobre o valor das próximas parcelas do auxílio emergencial a serem pagas pelo governo até o fim do ano, depois que o anúncio da renovação do programa previsto para esta terça-feira foi adiado.

“Logicamente não batemos o martelo ainda, a gente espera que até sexta-feira esteja quase tudo definido para nós darmos mais uma ajuda que é obrigação nossa, não é favor não, ajudar o Brasil a sair da crise que ainda temos, e venhamos então a voltar à normalidade”, disse Bolsonaro em discurso na abertura de congresso da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Bolsonaro disse que participou de reunião nesta terça com a equipe econômica para tratar do assunto.

Inicialmente, o governo pretendia anunciar nesta terça-feira os novos valores do benefício juntamente com um pacote de medidas de estímulo à economia no enfrentamento à pandemia de Covid-19. Contudo, o pacote foi adiado a pedido do presidente, que estaria insatisfeito com o valor a ser pago no Renda Brasil, programa que deve suceder o Bolsa Família e o auxílio emergencial.

No discurso, Bolsonaro afirmou que o saldo positivo na geração de empregos no país —que criou 130 mil postos de trabalho em julho, segundo o Caged— foi “em parte” impulsionado pelo pagamento do benefício.

O presidente disse, no entanto, que não é possível continuar a suportar a conta de 50 bilhões de reais por mês com o pagamento do auxílio emergencial, e frisou ainda que “dinheiro de mais” em circulação leva à inflação. “Papel demais no mercado pode levar à inflação, maior mal que pode existir”, disse.

Bolsonaro afirmou ainda que considera o Brasil um dos países que melhor enfrenta a pandemia, apesar das mais de 115 mil mortes registradas por Covid-19, que colocam o país como o segundo mais afetado do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

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