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Ronaldinho embarca de volta ao Brasil após ser libertado por juiz paraguaio.

Ele foi preso em 6 de março com seu irmão e empresário quando ambos tentaram entrar no Paraguai com passaportes paraguaios adulterados.

26/08/2020 07h41
Por: Redação Fonte: Reuters
Ronaldinho embarca de volta ao Brasil após ser libertado por juiz paraguaio.

O ex-jogador do futebol Ronaldinho Gaúcho deixou o Paraguai nesta terça-feira, um dia depois de ser libertado por um juiz da prisão domiciliar, encerrando cinco meses de restrição de liberdade por ter usado um passaporte adulterado para ingressar no país.

Ronaldinho deixou o hotel onde estava hospedado desde abril na capital paraguaia, Assunção, rumo ao Rio de Janeiro, em um voo fretado com seu irmão e empresário Roberto Assis, informaram as autoridades paraguaias.

Horas antes, em sua conta no Instagram, ele agradeceu ao seu advogado brasileiro e à equipe de profissionais que o assessorou no Paraguai, além de alguns fãs que lhe deram presentes. Ele também publicou uma foto com o ex-zagueiro da seleção paraguaia Carlos Gamarra.

A partida encerrou um capítulo turbulento na vida do carismático atacante, que ajudou o Brasil a vencer a Copa do Mundo de 2002. Ele foi preso em 6 de março com seu irmão e empresário quando ambos tentaram entrar no Paraguai com passaportes paraguaios adulterados.

Os irmãos passaram 32 dias detidos em um quartel da polícia junto com traficantes de drogas e políticos corruptos, antes de pagarem fiança de 1,6 milhão de dólares para terem direito à prisão domiciliar, que foi cumprida em um hotel.

O juiz Gustavo Amarilla concordou na segunda-feira com uma “suspensão condicional” das acusações, efetivamente isentando o jogador de qualquer responsabilidade pelo crime. Mas ordenou que ele pagasse 90 mil dólares, que serão doados a organizações de caridade.

O irmão de Ronaldinho recebeu uma pena suspensa de 2 anos, depois que o juiz descobriu que ele havia solicitado os documentos fraudulentos.

O juiz disse que Ronaldinho, de 40 anos, que brilhou com as camisas de Paris Saint-Germain, Barcelona e Milan, pode circular livremente pelo mundo, e só precisava avisar o tribunal caso mude de endereço fixo no Rio de Janeiro.

 

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