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Polícia MENSALINHO

Prefeito de Cuiabá e ex-governador viram réus por “mensalinho”.

Os legisladores estaduais teriam recebido R$ 600.000 em propinas, pagas em 12 parcelas.

13/09/2020 14h21
Por: Redação
 O ex-governador do MT, Silval Barbosa, apresentou vídeos na sua delação premiada que mostravam deputados recebendo propina em espécie - Foto - Rede Sociais
O ex-governador do MT, Silval Barbosa, apresentou vídeos na sua delação premiada que mostravam deputados recebendo propina em espécie - Foto - Rede Sociais

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), e o ex-governador Silval da Cunha Barbosa agora são réus por corrupção. A Justiça Federal aceitou a denúncia do MPF contra eles e mais 10 ex-deputados da Assembleia por 1 suposto esquema de “mensalinho”.

O esquema envolvia pagamento ilegal aos ex-deputados estaduais para garantir a ‘governabilidade’ do ex-chefe do executivo e a aprovação das contas do governo. Os legisladores estaduais teriam recebido R$ 600.000 em propinas, pagas em 12 parcelas.

José Joaquim de Sousa Filho, Luiz Marinho de Souza Botelho, Luciane Bezerra, Alezandre Luis Cesar, Gilmar Fabris, Carlos Antônio de Azambuja, Ezequiel Angelo Fonseca, José Domingos Fraga Filho e Airton Rondina Luiz também se tornaram réus e foram acusados de corrupção passiva, corrupção ativa e associação criminosa.

Os denunciados são os ex-deputados que foram flagrados em vídeos recebendo propinas dinheiro vivo do ex-chefe de gabinete de Silval em dezembro de 2013. As fravacoes foram entregues por Barbosa depois que ele firmou 1 acordo de delação premiada.

Os vídeos foram gravados pelo à época chefe de gabinete do governo, Silvio Cezar. Era ele quem operava os pagamentos, segundo Barbosa.

As imagens mostram, em ordem: o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro; Ezequiel Fonseca, Hermínio Barreto, Luciane Bezerra e Alexandre César. O material faz parte da delação premiada do ex-governador.

O MPF também instaurou inquéritos para apurar supostos crimes de lavagem de dinheiro. Entre eles, a Procuradoria investiga o atual prefeito de Cuiabá, que teria comprado 1 imóvel avaliado em mais de R$ 1,3 milhão por R$ 20 mil.

O prefeito Emanuel Pinheiro divulgou nota em que afirma que o processo “servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a sua inocência “.

Outro lado

O prefeito Emanuel Pinheiro disse, em nota publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo que o processo servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a sua inocência. Leia abaixo a nota.

“Sobre as notícias veiculadas na mídia nesta manhã de sábado, 12/09/2020, informo que tomei conhecimento apenas pela imprensa do eventual recebimento da denúncia por parte do juízo da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, portanto, até o presente momento não fui formalmente intimado do teor de tal decisão. Como já dito em outras oportunidades, caso realmente esta denúncia tenha sido recebida, reitero que o processo servirá para trazer a realidade dos fatos a tona e provar a minha inocência. No momento minha prioridade é o povo cuiabano e fazer frente as minhas responsabilidades com a capital mato-grossense. Tenho muita fé na justiça e esperança no futuro.”

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