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Brasil OPERAÇÃO HADES

Prefeito Marcelo Crivella, Delegado e empresário são presos em operação da polícia e do MP-RJ.

Empresário Rafael Alves e o delegado aposentado Fernando Moraes também foram presos. Eles são investigados em um suposto 'QG da Propina' na Prefeitura do Rio.

22/12/2020 06h49
Por: Redação
Marcelo Crivella (Republicanos) Prefeito do Rio de Janeiro - Foto Rede Sociais
Marcelo Crivella (Republicanos) Prefeito do Rio de Janeiro - Foto Rede Sociais

Operação conjunta da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) prenderam, na manhã desta terça-feira (22), o Prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), o empresário Rafael Alves e o delegado aposentado Fernando Moraes, a ação é um desdobramento da operação Hades.

Agentes da Polícia Civil cumprem mandado contra o prefeito Marcelo Crivella — Foto: Paulo Renato Soares / TV Globo

 

O ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da operação, no entanto ele não foi encontrado em sua casa no Rio. Há informações que ele teria se mudado para Belém-PA  e deverá se apresentar à polícia. Ele foi senador do Rio pelo Republicanos, ao herdar o cargo de Crivella, e foi secretário de Pecuária, Pesca e Abastecimento do governador afastado Wilson Witzel.

 Os mandados são cumpridos pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) da Polícia Civil e do Geocrim, do MP-RJ. A decisão é da desembargadora Rosa Helena Penna Macedo Guita.

A investigação começou em 2018, a partir da delação do doleiro Sergio Mizrahy, que admitiu ser responsável pela lavagem de dinheiro para o que os investigadores chamam de organização criminosa que atuava dentro da prefeitura.

O chefe dessa organização, segundo o delator, seria o empresário Rafael Alves, que não tinha nenhum cargo na prefeitura, mas que dava expediente na Cidade das Artes, numa sala ao lado do irmão Marcelo Alves, que foi presidente da Riotur.

Em algumas mensagens, Rafael Alves chegou a dizer que fez o irmão se tornar presidente da Riotur. Além disso, afirmou possuir a “caneta”, sugerindo dar as ordens na prefeitura do Rio, nomeando quem quisesse para cargos e escolhendo as empresas que iriam fazer contratos com o município.

Segundo os investigadores, foi a partir dessa influência que surgiu o esquema de propina e extorsão de empresários que queriam fazer contratos com a prefeitura.

As investigações apontaram que empresas que tinham interesse em fechar contratos ou tinham dinheiro para receber do município entregavam cheques a Rafael Alves. A partir da propina, o empresário facilitaria a assinatura dos contratos e o pagamento das dívidas.

Além da Região Metropolitana do Rio, uma das buscas acontece no Porto do Frade, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, para apreender uma lancha de 77 pés que pertence a Rafael Alves.

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Paulo Afonso - BA
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